sexta-feira, 29 de junho de 2012

ODISSEIA...
 
A odisseia pode-se dividir em 4 grandes partes,
       
        embora tenha sido escrita originalmente em 6 livros...
       
        É com a história de Telémaco que vive em ítaca com a mãe
       
        e que suporta mal a presença dos pretendentes da mãe,
       
        que querem tomar o lugar do Ulisses que havia partido para a guerra de Tróia
       
        há largos anos, que tudo começa. Atena, disfarçada,
       
        aconselha Telémaco a ir à procura do pai e então ele convoca a Assembleia
       
        e decide ir em busca do pai. Vai numa nau até Pilos, a casa do rei Nestor,
       
        que lhe conta certas peripéciasda Guerra de Tróia e da morte de Agamémnon.
       
        Depois, vai até Esparta com o filho de Nestor e,
       
        no palácio de Menelau e de Helena, ouve mais histórias da Guerra.
       
        Enquanto Telémaco procurava pelo pai,
       
        Hermes é enviado por Zeus a Ogígia para ordenar a Calipso que deixe Ulisses partir e,
       
        então, ele faz uma jangada e parte. Em alto mar,
       
        sofre uma tempestade e vai ter à Terra dos Feaces,
       
        onde se encontra com a princesa Nausícaa.
       
        Ela aconselha-o a ir ao palácio e diz-lhe o que deve fazer para obter ajuda
       
        e ser bem recebido. Ulisses, depois de ouvir as histórias do poeta, emociona-se, chora,
       
        e o rei Alcínoo pede para ele contar a sua história.
       
        Ulisses começa então por contar o dia em que deixaram Tróia para trás
       
        e que passaram por várias Terras... No caminho, passaram pela ilha dos ciclopes,
       
        onde ele feriu o filho de Poseidon para fugir da sua gruta.
       
        Atracaram também na ilha da feiticeira Circe,
       
        que transformava os homens em animais (porcos) e segue caminho até ao Hades,
       
        mundo dos mortos, para enterrogar Tirésias sobre o seu futuro.
       
        Lá no Hades fala com companheiros da Guerra e com a sua mãe, que morrera de saudades...
       
        Decide voltar à ilha de Circe e ela avisa-o das sereias, que enfeitiçam os homens,
       
        de Cila e de Caríbdis. Segue viagem, mais outra vez, e vai ter à ilha do Sol,
       
        onde os seus companheiros matam os animais e morrem todos no mar,
       
        excepto Ulisses que vai ter à ilha de Ogígia,
       
        onde permanece 7 anos até Calipso o deixar partir.
       
        Depois, como já contámos vai ter à ilha dos Feaces,
       
        que o ajudam a voltar a ítaca nas suas naus que são melhores que todas
       
        e deixam-no a dormir na terra que há muito tinha deixado! Dá-se, então,
       
        o regresso de Ulisses a ítaca... Primeiro, esconde os tesouros e vai a casa do porqueiro,
       
        onde ouve o porqueiro contar como chegou a ítaca e, disfarçado de mendigo,
       
        conta a sua história inventada. Telémaco, quando regressa,
       
        encontra-se com o pai na casa do porqueiro e Ulisses dá-se a conhecer ao filho e,
       
        juntos, combinam como enfrentar os pretendentes.
       
        Dá-se uma prova de armar o arco e atirar por entre uns machados e Ulisses,
       
        ainda como mendigo, ganha a prova e, de repente, mostra-se como o rei de itaca.
       
        Juntamente com Telémaco, com o porqueiro e com o boeiro mata todos os pretendentes!
       
        Mais tarde, revela-se a Penélope que o testa e comprova que é mesmo o seu marido...
       
        já com tudo "estabilizado" vai visitar o pai, Laertes, que vivia só e triste!
       
        Resumidamente, esta é a História de Ulisses, a Odisseia de Homero,
       
        escrita há já tanto tempo mas que se mantem fiel, através das traduções,
       
        seja em que língua for... Além de tudo, Ulisses tem o seu simbolismo.
       
        O facto dele se transformar por acção da Deusa pode significar que o ser humano
       
        está em contínua mudança, que há forças misteriosas que nos podem ajudar a vencer perigos
       
        que achavamos invencíveis e que a nossa aparência,
       
        a maneira como nos vêem ou nos vemos a nós próprios é subjectiva,
       
        transforma-nos conforme o olhar que sobre nós incide.